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Art Déco


Em comparação com os ideais sociais da Bauhaus e suas linhas geométricas, os móveis franceses utilizando metais, claramente influenciados pela Art Déco poderiam ser considerados luxuosos. As combinações de materiais e formas extravagantes correspondiam à modernidade do final dos anos vinte parisienses. A Art Déco nos móveis e decoração não tinha como objetivo ser banalizada e tornada acessível para todo o mundo. Ela era voltada para a sociedade parisiense com qualidade de vida acima da média, poder de compra elevado e padrões de gosto bem definidos. Talvez por isso um dos símbolos desse movimento tenha sido as chaise-longue, sinal de que a Art Déco não estava projetando mobiliário para o povo. Entre 1928 e 1929, baseando-se em esboços do inspirador arquiteto Corbusier, Charlotte Perriand e Pierre Jeanneret criaram móveis com design funcional e distinto, como uma cadeira giratória, várias mesas, bancos e, claro, uma chaise-longue. Essa última se tornou uma das peças de mobiliário mais famosas do século XX, muito apreciada ainda nos dias de hoje, e que tem inspirado inúmeros designers. A chaise-longue traduzia a Art Déco em termos de móveis, utilizando conhecimentos de engenharia, arquitetura, tecnologia e ergonomia. A chaise-longue consistia em duas peças que permitiam que a cadeira balançasse sobre uma estrutura metálica. Além disto, tinha como componente o comodismo que a burguesia parisiense tanto valorizava, as linhas ergonómicas da cadeira tornavam a experiência irresistível e um sucesso imediato. Mas a mais impressionante chaise-longue do trio inovador viria no ano de 1937, uma chaise-longue totalmente anatômica e ajustável. Estas preocupações anatômicas eram mais relacionadas á saúde que á estética, em um mundo que já demonstrava sinais negativos da industrialização. A Art Déco marcou o mundo da arte, mas a sua influência no design funcional tem expressão também nos dias de hoje, seja pela estética ou pelo estilo de cada criador assinando sua diferença e originalidade.